Operação Ouro Reverso, 3ª fase
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Ouro Reverso. O alvo é o Núcleo 3 de uma organização criminosa responsável por transformar o faturamento de itens roubados, sobretudo alianças, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à venda de joias.
Coordenada pela DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), a ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão na capital paulista. A Justiça bloqueou mais de R$ 374 milhões em bens e ativos dos investigados. Um comércio de joias foi interditado e um imóvel foi apreendido. A operação tem apoio da Receita Estadual, da Receita Municipal e da Caixa Econômica Federal.
Laranjas e empresas de fachada
De acordo com a corporação, a quadrilha utilizou "laranjas" e diversos destinatários para circular ativos.
Como o caso começou
As apurações começaram em 2024, depois que o jogador Neymar ganhou um colar avaliado em R$ 2 milhões do influenciador "Buzeira", investigado e condenado por integrar uma organização criminosa em outro caso.
A primeira fase, em maio de 2025, atingiu o Núcleo 1, responsável pelos roubos violentos e pela receptação das joias. A segunda fase, em agosto de 2026, mirou lojas e laboratórios no Centro de São Paulo onde as peças roubadas eram fundidas e revendidas, inclusive com uso de empresas de fachada. Na ocasião, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em joias e R$ 35 milhões em bens e ativos, e constatada a movimentação de mais de R$ 356 milhões por uma das empresas investigadas.
O que isso ensina sobre PLD/FTP
Joalherias e comerciantes de metais e pedras preciosas são setores obrigados pela Lei 9.613/1998: precisam manter cadastro dos clientes, registrar as operações e comunicar ao COAF as operações atípicas. Faturamento incompatível com o porte da loja, pagamentos em nome de terceiros e fornecedores sem lastro são sinais clássicos de que o negócio pode estar sendo usado para lavar dinheiro.
Conhecer o fornecedor (KYS) e o cliente (KYC), identificar o beneficiário final e consolidar as compras por CPF ajudam a detectar laranjas e empresas de fachada antes que a operação se complete.
Com a Zabit, essas verificações ficam centralizadas em uma única plataforma: background check, monitoramento contínuo, gestão de riscos e dossiê pronto para comunicação ao COAF. Veja como funciona para o setor de bens de luxo e alto valor.
Fonte: CNN Brasil, 27 de outubro de 2026.