27 de outubro de 2026PLD

Polícia Civil de SP mira lavagem de dinheiro com joias e bloqueia R$ 374 milhões

A 3ª fase da Operação Ouro Reverso mira o núcleo financeiro de uma organização que transformava o faturamento de joias roubadas, sobretudo alianças, em esquema de lavagem de dinheiro. A Justiça bloqueou mais de R$ 374 milhões em bens e ativos.

Operação Ouro Reverso, 3ª fase

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Ouro Reverso. O alvo é o Núcleo 3 de uma organização criminosa responsável por transformar o faturamento de itens roubados, sobretudo alianças, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à venda de joias.

Coordenada pela DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), a ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão na capital paulista. A Justiça bloqueou mais de R$ 374 milhões em bens e ativos dos investigados. Um comércio de joias foi interditado e um imóvel foi apreendido. A operação tem apoio da Receita Estadual, da Receita Municipal e da Caixa Econômica Federal.

Laranjas e empresas de fachada

De acordo com a corporação, a quadrilha utilizou "laranjas" e diversos destinatários para circular ativos.

Como o caso começou

As apurações começaram em 2024, depois que o jogador Neymar ganhou um colar avaliado em R$ 2 milhões do influenciador "Buzeira", investigado e condenado por integrar uma organização criminosa em outro caso.

A primeira fase, em maio de 2025, atingiu o Núcleo 1, responsável pelos roubos violentos e pela receptação das joias. A segunda fase, em agosto de 2026, mirou lojas e laboratórios no Centro de São Paulo onde as peças roubadas eram fundidas e revendidas, inclusive com uso de empresas de fachada. Na ocasião, foram apreendidos R$ 1,6 milhão em joias e R$ 35 milhões em bens e ativos, e constatada a movimentação de mais de R$ 356 milhões por uma das empresas investigadas.

O que isso ensina sobre PLD/FTP

Joalherias e comerciantes de metais e pedras preciosas são setores obrigados pela Lei 9.613/1998: precisam manter cadastro dos clientes, registrar as operações e comunicar ao COAF as operações atípicas. Faturamento incompatível com o porte da loja, pagamentos em nome de terceiros e fornecedores sem lastro são sinais clássicos de que o negócio pode estar sendo usado para lavar dinheiro.

Conhecer o fornecedor (KYS) e o cliente (KYC), identificar o beneficiário final e consolidar as compras por CPF ajudam a detectar laranjas e empresas de fachada antes que a operação se complete.

Com a Zabit, essas verificações ficam centralizadas em uma única plataforma: background check, monitoramento contínuo, gestão de riscos e dossiê pronto para comunicação ao COAF. Veja como funciona para o setor de bens de luxo e alto valor.

Fonte: CNN Brasil, 27 de outubro de 2026.

Tags:Polícia Civil de SPJoias e metais preciososLaranjasEmpresas de fachadaLavagem de dinheiro
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